O que é reestruturação operacional?
Reestruturação operacional é acertar processo, custo e mix de produto até a operação voltar a gerar margem. Trata a causa que o acordo financeiro não alcança: compra que responde à falta, nota que sai dias depois da entrega, linha que para esperando material. Cada ação recebe dono, data e indicador, e é revisada até virar rotina.
O acordo resolve o passivo. Não resolve a fábrica que o gerou.
Depois da renegociação a empresa respira. Mas se a compra continua sendo feita pelo que faltou no mês passado, se a nota sai dias depois da entrega e se a produção continua parando por falta de programação, o caixa aperta de novo em poucos meses. Agora sem garantia sobrando para negociar.
Onde o dinheiro está preso
A empresa não tem problema de caixa. Tem problema de processo. Caixa é consequência.
O dinheiro que falta na sexta-feira saiu da empresa semanas antes, em decisões que ninguém registrou como decisão. Uma compra feita em dobro porque o almoxarifado não achou o material. Uma entrega faturada três dias depois porque o pedido voltou para correção. Um produto que a empresa vende há anos sem saber que ele custa mais do que rende.
Nenhuma dessas perdas aparece no extrato com nome próprio. Todas aparecem no fim do mês, somadas, como falta de capital de giro.
Quantos dias o seu dinheiro fica parado
Some os dias que o estoque leva para girar e os dias que o cliente leva para pagar. Subtraia os dias que você tem para pagar o fornecedor. O que sobra é o período em que a empresa banca a operação com dinheiro próprio ou de banco.
Acima de sessenta dias, a empresa está financiando o próprio processo. E vai continuar financiando depois de qualquer renegociação, porque o acordo trata do passivo antigo, não do ciclo que produz passivo novo. O desenho desse intervalo está em [reestruturação financeira](/frentes/reestruturacao-financeira/).
Diagnóstico não é entregável
Levantamento de processo é a parte fácil. Em quatro a seis semanas qualquer consultoria mapeia o fluxo e lista o que está errado. O trabalho começa depois, quando alguém precisa mudar a rotina de quem faz aquilo há quinze anos.
Por isso não entregamos relatório e saímos. Cada ação recebe dono, data e indicador, e é revisada a cada quinze dias com a sua equipe até o processo novo virar o jeito normal de trabalhar. Quem executa participa da decisão, porque plano que chega pronto de fora não é cumprido, é tolerado.
Por que o ganho some no terceiro trimestre
A maior parte dos programas de melhoria não fracassa. Desbota. O resultado aparece no primeiro trimestre, a atenção da liderança migra para o problema seguinte, e a rotina antiga volta sem ninguém anunciar.
É por isso que a nossa saída é planejada desde o começo. Indicador definido, responsável interno formado e rotina de revisão rodando sem nós.
Onde atuamos
**Produção.** Planejamento e controle da produção, almoxarifado e estoques, suprimentos e compras, logística e expedição, qualidade, desenvolvimento de produto.
**Administrativo.** Financeiro, faturamento, comercial e formação de preço, recursos humanos.
Tudo o que sai desse trabalho permanece com a empresa. Se amanhã a equipe mudar, o processo não muda junto.
O escopo
O que entregamos nesta frente
- O fluxo de cada processo desenhado como ele passa a ser executado
- O procedimento escrito, com a instrução de trabalho de quem opera
- A política que define quem decide o quê e até que valor
- O indicador de cada departamento, com meta e responsável
- O plano de ação com data, para a cobrança não depender de memória
Fase do método: Diagnóstico e plano
Veja como as cinco fases se encadeiam em Como trabalhamos.
Sinais de que esta frente é a sua
- O estoque cresce e o giro cai: a compra passou a responder à falta, não à venda.
- A nota sai dias depois da entrega: o prazo de recebimento não é o do contrato, é o do processo.
- A produção para esperando material que está no almoxarifado.
- A empresa desconta duplicata para pagar o fornecedor que ela mesma atrasou.
- Ninguém responde qual produto dá lucro, porque o preço foi feito com o custo de três anos atrás.
- A estrutura de custo fixo foi dimensionada para um faturamento que não existe mais.
A situação já é urgente
Há protesto, execução em curso ou folha em risco. Fale agora.
Ainda dá para diagnosticar com calma
A empresa opera, mas não sobra. Comece pelo diagnóstico.