Como o ciclo da safra afeta o endividamento de uma empresa do agronegócio?
Em agronegócio, o caixa da empresa segue o ciclo da safra, e dívida contratada no pico de preço vira peso insustentável na baixa seguinte. O diagnóstico separa dívida de custeio, de investimento e de descasamento cambial, e recalcula o fluxo de caixa por safra, não por ano-calendário. Sem essa separação, todo problema parece igual.
Dores típicas
- Dívida de custeio rolada de safra em safra sem reavaliação
- Exposição cambial não protegida em operação com insumo ou produto dolarizado
- Fluxo de caixa organizado por ano-calendário e não por ciclo de safra
Tratar dívida de safra ruim como se fosse dívida estrutural é o erro mais caro do setor.
O ciclo agrícola concentra desembolso e adia receita
Insumo é comprado de uma vez, a receita chega na colheita, e entre uma coisa e outra a empresa banca a diferença. Quando o processo de compra de insumo, o controle de estoque e a apropriação de custo por talhão não acompanham esse ritmo, a empresa financia o intervalo com a linha mais cara que tiver disponível.
A situação já é urgente
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Ainda dá para diagnosticar com calma
A empresa opera, mas não sobra. Comece pelo diagnóstico.